Com o
início do segundo semestre vem a necessidade de reposição de parte dos
materiais escolares, o que representa em um gasto extra. Mas, como gastar menos
e onde encontrar produtos de qualidade? Um problema nessa hora é que a maioria
dos brasileiros tem grande dificuldade em pesquisar e realizar boas
negociações, em função da timidez e da idéia de que o preço do produto não pode
ser alterado.
Esse é
um engano, os preços estabelecidos por uma loja podem e devem ser questionados.
Veja algumas dicas:
·Realizar
as compras de materiais escolares em conjunto com outros pais, o que dará maior
chance para negociar menores preços. Basta para isso juntar duas ou três
famílias para fazerem compras em conjunto.
·Levantar
todo o material escolar que sobrou do primeiro semestre, separando o que pode
ser reaproveitado ou não.
·Não
se deixar levar pelos desejos dos seus filhos, que vão querer comprar produtos
da moda e que contenham imagens de artistas ou personagens de sucesso, o que
faz com que os preços desses produtos fiquem muito mais caros. Para evitar
ceder a esses impulsos, os pais devem ter sempre em mão uma lista do que é
realmente necessário, e um planejamento do que se pode gastar.
·Na
hora da compra é fundamental saber falar e se expressar, buscando a melhor
opção de pagamento. Para isso a disciplina é fundamental, seguindo todo um
planejamento de compra, com uma boa abordagem, para que a obtenção do melhor
preço ocorra de forma segura e inteligente.
·Existem
diversas formas de abordar um vendedor, mas, seja qual for a sua, algumas dicas
são interessantes: escolha bem a marca do produto (nem sempre a mais conhecida
e cara é a melhor); pesquise o preço em pelo menos três lugares com visitas
presenciais, também faça pesquisa pela internet; procure criar uma boa relação
com o vendedor; apresente um preço abaixo do oferecido para negociar um preço
melhor; por fim, negocie a vista e pague a prazo.
·Atualmente
a compra pelo mercado eletrônico vem crescendo e, há casos, que o preço das
lojas virtuais cobre o preço das lojas de rua e shopping, que têm custos de
mídia, locação, funcionário e custos fixos. Já as lojas eletrônicas só têm o
custo do produto e da logística para entrega. O único problema é que o prazo de
entrega pode ser um pouco maior.
·Recicle
materiais, além de ser uma forma de economizar também desenvolve o espírito
lúdico das crianças, é apenas pegar os materiais mais desgastados e dar a eles
uma nova vida.
·Faça
compra de produtos para o recreio em atacadões e faça economia na merenda
escolar, mas essa deve ser sempre precedida da preocupação de um bom
balanceamento nutricional.
·Procure
as promoções, mas, cuidado com os parcelamentos, caso eles sejam inevitáveis,
devem estar sempre inserido no orçamento mensal.
·Procure
a direção da escola e busque saber se eles possuem educação financeira na grade
curricular, caso isso não ocorra, explique a importância de inserir esse tema
desde cedo.
Tendo todas essas dicas em mente, já é hora de se preocupar
com o rendimento escolar dói seu filho, tirando mais esse obstáculo do nosso
cotidiano tão corrido.
Reinaldo Domingos
É educador e terapeuta financeiro. Também é autor dos
livros “Terapia Financeira” e “O Menino do Dinheiro” - (Editora Gente), e
criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP
Instituto de Educação Financeira – (www.disop.com.br).