O início das aulas é sempre um período de expectativa para os alunos e,
também, de apreensão para os pais, pois muitos estudantes se deslocam sozinhos
da casa para a escola e vice versa, ficando expostos à violência urbana.
Para ajudar crianças, jovens e pais, o Sesvesp - Sindicato
das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo - elaborou uma série de dicas para
a volta às aulas na Cartilha Segurança da Criança e do Adolescente.
“Escolher um meio de transporte para o aluno facilita a aplicação dos
métodos de segurança e dá mais tranquilidade à família”, explicou o
presidente do Sesvesp, José Adir Loiola.
No caso da escolha recair no transporte escolar é aconselhável
que os pais acompanhem o serviço de longe, esporadicamente. Caso os pais ou o
responsável sejam encarregados pelo transporte, é preciso ter atenção em alguns
detalhes, como:
·Ao
deixar a criança na escola, espere que ela passe pelo portão da instituição e
espere por um sinal de “ok” de algum funcionário;
·Toda
criança deve saber o seu endereço, telefone, nome completo dos pais ou
responsáveis e quem vai levá-la e/ou buscá-la na escola;
·Orientar
as crianças que vão e voltam a pé da escola para que caminhem juntas, isto
é, em grupos. Uma
criança nunca deve andar sozinha e todas precisam evitar locais ermos;
·Fazer
rodízio com os vizinhos para que sempre um adulto conduza um grupo de
crianças à escola também é uma opção;
·Orientar as crianças para que não conversem
com estranhos nem se aproximem de casas, terrenos e garagens de
desconhecidos. Explicar bem a elas que não devem, nunca, entrar em carros de estranhos, mesmo
se forem atraídas com a promessa de presentes;
·Exigir
por escrito que a escola confirme previamente (e em todas as vezes que
isso ocorrer) qualquer solicitação de dispensa antecipada de uma
criança;
·Se
um dos pais estiver telefonando de casa, a escola deve confirmar a solicitação
retornando a chamada telefônica. De preferência, a criança deve identificar a
voz do pai, da mãe ou do responsável ao telefone;
·No
caso de dúvida, o responsável ou o encarregado de segurança da escola deve
tentar identificar o autor da solicitação de saída antecipada da criança,
fazendo perguntas sobre hábitos e informações da mesma. Se a dúvida persistir,
não deve ser permitida a saída da criança em hipótese alguma.