Ex-vereador de Vinhedo, Valdir Barreto, morre aos 68 anos

Valdir Barreto em sua última passagem pela Câmara dos Vereadores de Vinhedo

O ex-vereador de Vinhedo Valdir Barreto, de 68 anos, morreu na noite desta sexta-feira, 15, em decorrência de um câncer. Valdir estava internado na cidade de Campinas e não resistiu.

Ele foi vereador de Vinhedo de 2013 a 2016, era casado e deixa três filhos. Valdir ficou conhecido depois de se vestir de palhaço em protestos para a criação da Lei da Ficha Limpa Municipal.

Valdir também tinha em grande legado na defesa ao meio ambiente e foi diretor do Instituto Itacolomi e também da Guardinha, ONGs ligadas a formação e educação de jovens.

Em 2012, Valdir recebeu 500 votos . Ele tentou a reeleição em 2016 e recebeu 748 votos, mas não foi eleito por causa do coeficiente eleitoral de seu partido.

O vereador e presidente da Câmara de Vinhedo, Rodrigo Paixão (PDT) lamentou a morte nas Redes Sociais: “Vinhedo perdeu há pouco Valdir Barreto. Além de cidadão ilustre e ser humano exemplar, ele deixa um legado como líder político que dedicou a vida pelas mais belas causas. Imprescindível, insubstituível e inspirador. Honraremos seus sonhos, lutas e princípios. Muito obrigado meu amigo!”. Valdir e Rodrigo aturaram muitas vezes juntos na Câmara e fora dela.

Valdir chegou a assumir na legislatura passada a cadeira de Rodrigo Paixão, que pediu licença para tratamento de saúde.

Em uma segunda oportunidade de assumir a vaga do mesmo vereador, Validr não se sentiu confortável de voltar ao legislativo com a pandemia. “Eu como primeiro suplente deveria assumir, mas me considerei impossibilitado neste momento por estar no grupo de risco da covid-19 e não poder realizar serviços na rua como vereador (fiscalização e visitas). Pedi suspensão até que passasse o pico da pandemia e o segundo suplente entraria no meu lugar. Para a Câmara seria um ganho no quesito fiscalização, mas a base do Governo rejeitou o pedido. Estou tentando entender o motivo: prefere ficar com um vereador que não possa sair à rua do que outro que saia para fiscalizar?”, escreveu ele em uma rede social à época dos fatos.